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Raphael Draccon – Espíritos de Gelo

espíritos de geloTítulo Original: Espíritos de Gelo

Editora: Leya Brasil

ISBN: 9788580442861

Ano: 2011

Páginas:176

Tradução: Livro Nacional

Espíritos de Gelo navega pelo tempo e investiga fenômenos mágicos. Resgata aspectos de culturas milenares ao passo que viaja pela contemporaneidade – envolvendo desde séries de TV e os mais novos roteiros de Hollywood a bandas de rock e suas histórias surpreendentes. Seus personagens vivem e revivem histórias que parecem verdadeiras lendas urbanas. Neste livro, nada, absolutamente nada, é previsível. Quais são os limites físicos e psicológicos de um ser humano? O que ele é capaz de suportar? Quem pretende entrar no universo de Espíritos de gelo e descobrir isso, precisa se preparar para viver emoções intensas – pois quando amor, dinheiro e poder se misturam qualquer final pode ser trágico.

Esse livro não tem nada a ver comigo, e continuo achando isso, mas o que me impressionou foi que mesmo assim não foi uma leitura ruim, pelo contrário.
Se você não lembrar do que aconteceu nas últimas horas, nós faremos com que sofra ainda mais, como se estivesse nos Nove Círculos do Inferno…
Já imaginou se acordasse numa sala com as mãos acorrentadas e cercado por três supostos sádicos que querem saber o por que de você ter ido parar numa banheira de gelo sem um rim?
Deixa eu adivinhar, nunca imaginou essa cena. Mas comece, e some ainda a situação que você não consegue lembrar de nada, algo está bloqueando suas lembranças e eles farão de tudo para que você lembre, te torturando psicologicamente e principalmente fisicamente até que você lembre.
É nessa situação que o protagonista da história – que em momento algum recebe um nome – se encontra, e quanto mais ele se lembra do que aconteceu, menos quer lembrar.
 
Existem três coisas capazes de virar a cabeça de uma pessoa: amor, dinheiro e poder. Dê ou tire qualquer um desses itens, e ela enlouquece.
Draccon não tortura apenas a personagem tudo continua ressoando na mente do leitor que quer gritar: Pare! E ele não para, as torturas só aumentam e quanto mais o desfecho se aproxima mais angustiado você fica, só quer que aquilo pare, já chega!
E mesmo assim, não tira os olhos das páginas.
Toda as cenas do cativeiro são bem descritas e apesar de rápidas são agonizantes. O leitor também sente-se torturado.
Pensando bem, eu preferia que ele a tivesse machucado.
O personagem é estereotipado, o tipico garoto supérfluo que tem o mundo nas mãos, o que me incomodou, mas admito que se encaixa na história, tudo se encaixa, por mais inacreditável que seja a cena, ela se encaixa com o contexto final.
E que final!
Perdi o folego na página 163 – na minha edição -, não conseguia acreditar naquelas palavras, mas elas faziam todo sentido!
Gostei muito que as cenas no cativeiro sejam intercaladas com a história anterior, assim o leitor realmente as sente como lembranças.
A diagramação é simples e o livro bem curto. Um ponto novo que Draccon trouxe para mim foi a inserção de referências diretas em seus textos, não estou acostumada, mas gostei, apesar de ter achado exagerado, devido a quantidade.
Para quem vai ler, esteja preparado para a surrealidade as escondidas e para torturas.
4

 

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