livros · resenha

Rainbow Rowell – Eleanor & Park

eleanor and parkTítulo original: Eleanor & Park | Autor: Rainbow Rowell | Editora: Novo Século Editora | Páginas: 328 | Ano: 2014 | ISBN: 978-85-428-0125-5| Tradutor: Caio Pereira

Quando Eleanor volta para casa após um ano distante tudo está diferente, seus irmãos não são mais carinhosos ou aliados, sua mãe está inerte, tudo que fora seu um dia se resume a apenas um saco de lixo, a única coisa que parece igual é seu instável padrasto Richie, o motivo pelo qual estivera tanto tempo fora.

Para Park esse é apenas mais um ano comum, o ano que fará dezesseis e finalmente com a ajuda do pai e de suas economias comprará um carro e não precisará mais pegar ônibus, um ano a menos para terminar a escola, um ano a mais de taekwondo. Tudo parecia… até aquele momento.

Eleanor e Park se conhecem logo no início do livro, o que não quer dizer que caem de amor um pelo outro. Para Eleanor Park é apenas um mestiço tão idiota quanto todos os demais alunos que são grosseiro com ela, já para Park Eleanor é uma aberração vestida espalhafatosamente, com o cabeço ruivo desgrenhado e um incomodo ainda maior por ele ter de dividir o banco do ônibus com ela, justo quando tinha um só para si. E nessa troca fervorosa de primeiras impressões os personagens passam a se conhecer melhor. Ele compartilha o melhor da música e seus quadrinhos, ela lhe apresenta aos “The Beatles” e o sarcasmo, e assim, numa troca de cultura, toques sutis e convivência eles se apaixonam.

Não existem príncipes encantados, pensou ela. Não existem finais felizes. Ela olhou para Park. Dentro dos olhos verdes dele. Você salvou minha vida, ela tentou dizer. Não para sempre, não definitivamente. Provavelmente, só por certo tempo. Mas salvou minha vida, e agora eu sou sua. O que sou agora é seu. Para sempre

Situado na década de 1980 Eleanor & Park é envolvente e suga o leitor  para dentro das páginas, é possível ouvir as músicas e tomar partido sobre as histórias em quadrinho, sentir o clima e as sensações decorrentes das primeiras vezes. Narrado em terceira pessoa, hora do ponto de vista de Eleanor, hora do de Park, o que faz com que os protagonistas sejam concisos e completos, já os personagens secundários contribuem efetivamente para a trama e sendo bem embasados.

Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo. 

Rowell tem um narrativa cativante, mas também lembra-se de abordar temas relevantes como bullying, abuso, preconceitos e relacionamentos familiares, apresentando a vida de dois pontos de vista distintos e assustadoramente reais. O final é de apartar o coração! Deliciosamente simples, com inúmeras referências geeks e com música boa (sim Sam vai ter música boa!) Eleanor & Park é único.

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